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    Titica entre os 10 artistas africanos mais interessantes do Momento para o projecto Afreaka

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    Dona de uma das populações mais diversificadas culturalmente no mundo, a África possui uma musicalidade de fazer inveja. Berço de ritmos como o afrobeat, kuduro e do kriolo de Cabo-Verde, o continente é notoriamente conhecido por essa qualidade.

    Dois expoentes desta variação rítmica são Fela Kuti e Miriam Makeba, dupla que entrou para história como símbolo das artes e política no século 20. Mas para provar que a África segue produzindo músicos talentosos, elegemos os 10 artistas contemporâneos mais descolados de Mãe África.

    Titica foi escolhida pelo site Afreaka como uma das artistas mais interessantes do continente Africano.

    Titica é descrita como, artista se destaca também por usar o Kuduro como ferramenta de conscientização entre os jovens de assuntos como sexualidade e drogas. Sua primeira canção foi logo um estouro, Chão se tornou a faixa mais tocada da história do gênero. Ticni, como gosta de ser chamada, já se apresentou em Portugal, Grã-Bretanha e Estados Unidos.

    por Kauê Vieira

     

    Nascida em Costa do Marfim, Dobet Gnahore é um dos nomes mais aclamados na África atualmente. 

    Dona de uma das populações mais diversificadas culturalmente no mundo, a África possui uma musicalidade de fazer inveja. Berço de ritmos como o afrobeat, kuduro e do kriolo de Cabo-Verde, o continente é notoriamente conhecido por essa qualidade. Dois expoentes desta variação rítmica são Fela Kuti e Miriam Makeba, dupla que entrou para história como símbolo das artes e política no século 20. Mas para provar que a África segue produzindo músicos talentosos, elegemos os 10 artistas contemporâneos mais descolados de Mãe África.

    Richard Bona – Músico africano nascido em uma pequena vila em Camarões, Richard Bona é o que de melhor a música de África ofereceu ao mundo nos últimos tempos. Caracterizado pela fusão do jazz e pop com ritmos africanos, Bona cresceu em uma família musical, seu avô era percussionista, a mãe cantora e as irmãs meninas de coro. Seu primeiro contato com um instrumento aconteceu aos três anos, habituado a chorar sem motivo, o pequeno Richard ganhou um balafon (espécie de chocalho africano de madeira) e ao começar a tocá-lo se encantou e colocou fim na manha. Começava ali uma história de amor e sucesso.

    Ao longo de sua carreira o baixista ficou conhecido pelo talento precoce e logo despertou a atenção de nomes como Herbie Hancock e Bob McFerrin. Seu amor pelo Brasil é outra característica que merece destaque. Bona já se apresentou em terras brasilis inúmeras vezes e gravou inclusive com artistas como Djavan, com quem divide os vocais da faixa Manyaka O Brazil:

    Salif Keita – Nascido em Djoliba, no Mali, Salif Keita é um dos principais nomes do cenário musical do continente. Apelidado de “a voz de ouro da África”, o cantor é descendente direto do fundador do império maliano, Sundiata Keita. Sua carreira tem início em 1969, ano em que entra para a banda Super Rail Band de Bamako, contudo o auge do sucesso chega em 1970, quando Keita forma o Les Ambassadeurs Internationale, que ganhou fama internacional e foi homenageada com o prêmio National Order, entregue pelo presidente da Guiné, Sékou Touré.

    A sonoridade de Salif Keita condensa elementos tradicionais do Oeste africano com influências europeias e norte-americanas. Uma das favoritas do público é a faixa Yamore, lançada em 2002.

    Yamore:

    Dobet Gnahoré – Nascida em Costa do Marfim, a cantora é um dos nomes mais aclamados na África atualmente. Bonita e talentosa, Dobet faz do palco sua casa e brinda um público com um espetáculo belíssimo e rico em cultura. Além de cantar, ela também é dançarina e percussionista, tendo iniciado a carreira como disco Ano Neko, em 2004.

    Sua música se caracteriza por beber na fonte do afrobeat e condensá-lo com elementos do pop africano. Ela já levou pra casa uma estatueta do Grammy, na categoria Música Urabana/ Performance Alternativa.

    Confira o clipe oficial de Na Dr:

     

    Com uma voz doce e serena, a maliana Rokia Traore caiu nas graças do mundo da música logo ao lançar seu primeiro disco, Mouneïssa, em 1998. (Foto – Wikipédia)

    Rokia Traore – Natural de Kolokani, no Mali, Rokia Traore brinca em sua música com a cultura de diversos países africanos. Suas composições possuem traços do povo da Arábia Saudita e Argélia, por exemplo.

    Com uma voz doce e serena, ela caiu nas graças do mundo da música logo ao lançar seu primeiro disco, Mouneïssa, em 1998, que aliado com seu canto calmo e um pouco de percussão, chegou ao primeiro lugar das paradas. A faixa Laidu, do próprio Mouneïssa, descreve bem seu estilo.

    Laidu:

    Fatoumata Diawara – Se você é do time que não resiste a artistas que cantam em francês, cuidado ao ouvir a obra de Fatoumata Diawara. Outro talento revelado na Costa do Marfim, ela combina o ritmo popular Wassoulou Africano, oriundo do sudoeste maliano, com Jazz e Soul.

    Seu estilo de composição é baseado nas tradições Wassoulou, estilo praticado geralmente por mulheres, donas de vocais potentes e que cantam sempre acompanhadas de uma harpa. Fatoumata também é atriz e já atuou numa dezena de filmes. O hit preferido dos fãs é a canção Bissa:

     

    Bilan é mais um dos expoentes da empolgante safra de novos artistas da cena musical de Cabo-Verde. (Foto – Reprodução)

    Bilan – Cabo-Verde é daqueles países que parecem ressoar em nossos ouvidos. Com a música não é diferente, pois a miscelânea estética é fascinante nos cantores cabo-verdianos. Um dos mais cultuados do momento é um músico inovador e dono de uma produção singular cantada em kriolu.

    Falamos de Bilan, atualmente residente no Norte de Portugal e que faz sucesso com uma poesia própria e em compasso com a realidade cosmopolita urbana. Figura conhecida entre os artistas locais, o cantor já se apresentou nos principais festivais ao redor do planeta. Gilberto Gil é uma de suas grandes influências, entretanto ele reforça sua criação e identidade própria. Menção para as canções Arrependimento e Dia D’Manhã.

    Um pouco do trabalho do artista:

    Sara Tavares – Cabo-Verde também é tema recorrente na vida desta bela jovem que encanta com seus tons suaves e agudos em letras que exaltam o amor e a alegria de viver. Sua música centraliza as influências de nomes pops do cenário local, como Mayra Andrade e Lura.

    Apesar de ter nascido em Lisboa, ela carrega as influências da ascendência cabo-verdiana em todos os álbuns que já lançou. Ouvidos atentos para Bom Feeling:

     

    Seun Kuti carrega Fela no sangue e resolveu modernizar o afrobeat. (Foto – Reprodução)

    Seun Kuti – Filho de peixe peixinho é. Seguramente pode-se afirmar que Seun herdou tudo que há de bom na musicalidade de seu pai, o aclamado Fela Kuti. Tendo o saxofone como instrumento principal, o caçula da família Kuti começou a carreira bem cedo e, logo após a morte do pai, se tornou aos 14 anos vocalista do Egypt 80, clara alusão ao Africa 70, conjunto formado por seu pai anos antes.

    Sucesso por onde passa, o músico ganhou luz própria e trouxe uma pegada moderna ao afrobeat. A discografia de Seun conta com cinco trabalhos lançados, o mais recente é A Long Way To the Beginning, que estreou nas paradas em 2014.

    Indicamos o clipe de Rise, recheada de ativismo político:

    Lura – Com uma pegada swingada, suas canções são contagiantes e não deixam ninguém parado. O canto de Lura exalta nossos ancestrais e também lembram cadências conhecidas dos brasileiros, como a lambada.

    A bela moça também possui influências do jazz e do tango. Seu objetivo é acomodar elementos do passado com a música moderna. Indicamos a música Nha Vida

     

    Titica é a rainha do Kuduro. Sua canção ‘Chão’ é a mais tocada da história do gênero. (Foto – Reprodução)

    Titica – Não poderíamos terminar sem destacar o Kuduro, um dos ritmos mais empolgantes da África. Para isso selecionamos Titica, ícone absoluto do gênero. Febre entre os jovens, a cantora é uma transexual nascida em Angola e começou sua carreira nas artes dançando balé.

    A artista se destaca também por usar o Kuduro como ferramenta de conscientização entre os jovens de assuntos como sexualidade e drogas. Sua primeira canção foi logo um estouro, Chão se tornou a faixa mais tocada da história do gênero. Ticni, como gosta de ser chamada, já se apresentou em Portugal, Grã-Bretanha e Estados Unidos.

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