Você se lembra do mIRC?

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Se você tem menos de 20 anos, com certeza, não conheceu o mIRC em sua época áurea. Este cliente de IRC (Internet Relay Chat) foi criado e desenvolvido por Khaled Mardam-Bey, em 1995, com o objetivo de ser um programa de chat onde seria possível conversar com milhares de pessoas ao mesmo tempo sobre um assunto específico. Bastava entrar em alguma sala de seu interesse e ficar horas batendo papo online com um grupo de pessoas.

Durante anos, antes da chegada dos softwares de instant messaging, o mIRC era campeão absoluto em popularidade. E mesmo após a chegada do famoso ICQ, MSN e outros programas similares, o mIRC ainda tinha certa relevância na internet, especialmente entre a comunidade de software livre que, até hoje, se encontra em salas para compartilhar descobertas e conhecimentos.

Em 2003, o mIRC já figurava no top 10 das aplicações de internet, segundo um ranking da empresa de pesquisa Nielsen.  Em 2008, o programa atingiu a marca de 150 milhões de downloads. Isto não necessariamente indicava o número de usuários da ferramenta, mas dava uma ligeira ideia de sua popularidade. 

A rede chegou a ter quase 50 mil usuários e 1 milhão de conexões todos os dias. Estes números podem não ser nada perto do MSN ou GTalk hoje, mas na época, quando banda larga só existia em filme de ficção científica, era impressionante reunir tantas pessoas em uma comunidade virtual.

 

mIRC

 


Muitas histórias se passaram no mIRC, inclusive namoros e movimentos culturais como as raves, festas de música eletrônica que ganharam força  em Angola  devido a um canal  criado por fãs do gênero musical. o canal Angola ligou os Angolanos no Mundo.

 

 

 

 

 


Além das comunidades nascidas virtualmente, algumas relações amorosas também se estabeleceram sob as páginas do mIRC. A bióloga Natália Ribeiro conheceu seu noivo por meio do serviço, em 2002. 

Algo parecido aconteceu com a jornalista Joana Saccuman. Em 1999, ela conheceu seu ex-marido na extinta Brasnet e em menos de um ano eles se casaram. Desta união nasceram dois filhos, que atualmente curtem muito internet justamente por saberem que “vieram dali”. “Eu e o Ricardo [ex-marido] somos muito amigos e ainda usamos a web para bater papo. É impossível não me sentir grata ao mIRC, pois foi através dele que ganhei meus maiores presentes da vida”, finalizou.

Em  , o canal que mais concentrava usuários era o Canal Angola , que foi criado por volta de 1995, logo no ínicio do serviço no país. Mas, em maio de 2007, quando o último servidor do grupo foi fechado, os usuários Angolanos   que ainda pingavam por lá abandonaram de vez a rede.

 

Apesar de fazer parte da história passada da internet, até hoje, o mIRC conta com fiéis usuários, que não abandonaram totalmente a plataforma. O número atual de acessos diários não está nem próximo de ser o que já foi um dia, mas ainda assim mostra que o mIRC definitivamente não morreu. Ao questionarmos no Twitter do Olhar Digital quem ainda usava a plataforma, tivemos algumas respostas.

 

A conclusão é que o mIRC não morreu, mas depende exclusivamente dos usuários para se tornar um serviço atraente novamente. O criador da campanha “Volta mIRC” explica que por haver poucos usuários hoje em dia, as salas estão monótonas e vazias, portanto, a ideia é que a campanha reavive nos antigos usuários aquela vontade de se relacionar e tornar os canais lugares interessantes de se passar algumas horinhas. “Nunca abandonei porque faço parte de um grupo de amigos que adora conversar ali e acreditamos numa possível ressureição”, concluiu.

Ficou com saudades da ferramenta? Quer contribuir para a volta do serviço? Se sim, clique aqui e faça o download do cliente. Aproveite este momento de nostalgia e conte-nos, nos comentários abaixo, qual foi sua experiência no mIRC e porque você abandonou o serviço. E para saber mais sobre outros programas antigos da web que permanecem ativos, clique aqui para saber onde anda o ICQNapster eFotolog.

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