Fechar O Menu

    Subscrever as actualizações

    Receba as últimas notícias

    O que está em alta

    “A desistência não foi por vontade própria”, revela Mateus Oficial, o ‘Herói’

    6 de Fevereiro, 2026

    Conheça Erika Aires, a nova Ministra da Educação de Angola

    6 de Fevereiro, 2026

    PR exonera Luísa Grilo e nomeia Erika Aires nova Ministra da Educação 

    6 de Fevereiro, 2026
    Facebook Instagram YouTube
    Facebook X (Twitter) Instagram
    PlatinaLine
    • PlatinaLine
    • Famosos

      Passaporte angolano ocupa a 79.ª posição no ranking mundial dos mais poderosos em 2026

      23 de Janeiro, 2026

      Jéssica Romero destaca papel da FAST na afirmação da nova indústria têxtil angolana

      22 de Janeiro, 2026

      Gena de Carvalho e IUKI Cookie saem em defesa de Mariana Rodrigues

      12 de Janeiro, 2026

      Diplomata Elias Chimuco participa em encontro de alto nível na África do Sul

      9 de Janeiro, 2026

      Lesliana Pereira assume produção executiva da nova novela “Os Donos do Silêncio” na TV Girassol

      7 de Janeiro, 2026
    • Música
    • Em Foco
    • Lifestyle
    • Desporto
    • Galeria
    • Contacto
    PlatinaLine
    Início»* Exposições»Estudo considera ‘Angola país pobre mais rico do mundo’
    * Exposições

    Estudo considera ‘Angola país pobre mais rico do mundo’

    Rosa De SousaPor Rosa De Sousa20 de Agosto, 2011Sem comentários5 Minutos de Leitura
    Facebook Twitter Pinterest O LinkedIn Tumblr WhatsApp VKontakte E-mail
    partilhar
    Facebook Twitter O LinkedIn Pinterest E-mail

    Estudo considera ‘Angola país pobre mais rico do mundo’

    Um relatório publicado recentemente em Luanda pela Fundação Open Society aponta que as desigualdades sociais no país continuam acentuadas, principalmente nos domínios da renda e sua distribuição, nas várias regiões e consequente divisão urbana e rural.

    O mesmo documento, com cerca de 100 páginas, indica ainda a existência profunda de diferenças em termos raciais e as classes existentes, assim como no acesso aos serviços sociais, nomeadamente para os grupos mais vulneráveis, entre os quais as mulheres que habitam nas áreas rurais.

    O estudo aponta que quanto à distribuição da renda o país foi descrito como “fortemente assimétrico” porque o crescimento económico que se assiste desde o fim da guerra em 2002 não retirou a Angola o estatuto de “país pobre mais rico do mundo”.

    O estatuto assenta nos contrastes que os autores do documento estabeleceram, por exemplo, entre a coexistência entre a elite rica e os numerosos jovens vendedores de rua. E ainda os crescentes musseques com os novos arranha-céus na baixa de Luanda, para além de outras disparidades entre os ultra-ricos e os paupérrimos.

    Outro aspecto ressaltado é a distribuição de renda funcional desigual, apesar de o Governo ser o principal receptor das receitas provenientes dos recursos mais valiosos do país e das maiores exportações, no caso do petróleo e diamantes. Não obstante este facto, algumas províncias do país continuaram a receber mais renda do que outras.

    O relatório indica que uma das principais manifestações da desigualdade é a forte dependência do petróleo e o facto deste único sector não fornecer meios para a distribuição equitativa da renda.

    “Nem a indústria petrolífera nem a de mineração constituem fontes para uma maior distribuição da renda, porque são de capital intensivo e não indústrias de mão-de-obra intensiva e não criam oportunidades de emprego para a população em geral, que três décadas depois da independência é maioritariamente analfabeta e sem competências especializadas”, adianta a Open Society.

    Ainda sobre as diferenças regionais, acredita-se igualmente que a guerra civil contribuiu substancialmente para manter o status quo, uma vez que houve momentos em que o Estado angolano controlava somente um terço do território e o restante estava nas mãos da UNITA.

    Cerca de 10 anos depois do fim da guerra, o estudo realça que províncias afectadas pelo conflito como Huambo, Bié, Kuando-Kubango, Cunene e Malange apresentavam altos níveis de insegurança alimentar e vulnerabilidade, uma informação baseada num levantamento efectuado pelo Programa Alimentar Mundial em 2005.

    Outras províncias como Kwanza Sul e Bengo, que fazem fronteira com a capital Luanda, apresentam indicadores sociais comprometedores.

    A primeira continua a ter elevadas taxas de insegurança alimentar e de malnutrição entre as crianças, apesar de estarem próximos da capital do país.

    Mesmo alojando as principais empresas dos sectores petrolíferos e diamantíferos, as províncias do Zaire, Benguela, Lunda-Norte e Lunda-Sul não registaram desenvolvimento significativo. O relatório salienta que os maiores contribuintes para o Produto Interno Bruto (PIB) não têm grande impacto na melhoria de condições locais nas províncias em que vêm operando e um exemplo claro é a localidade que acolhe o Projecto LNG e as diamantíferas situadas no leste do país.

    “Estas províncias continuam a ter maus serviços sociais, elevado desemprego e, no caso das províncias diamantíferas da Lunda-Norte e Lunda-Sul, as questões de segurança e de abusos dos direitos humanos foram documentadas e atribuídas tanto à Polícia Nacional como às empresas de segurança das empresas diamantíferas a operar nas províncias”, acrescentam os autores.

    À guerra é também imputada a rápida urbanização e os elevados níveis de pobreza urbana criadas como resultado das pessoas que fugiam das áreas rurais durante os anos 80 e 90.

    Estima-se que os angolanos sejam hoje 16, 5 milhões, sendo 60 por cento da população menor de 20 anos de idade.

    Os estudiosos da fundação consideram que esta população jovem está maioritariamente concentrada em Luanda, província que recebeu o maior número de fugitivos da guerra e cujos habitantes rondam hoje cerca de 4 a 5 milhões. Mas relatórios recentes indicam que a população angolana seja de 17 milhões e 6 a 7 milhões vivem na capital do país.

    “Por ser a capital política e económica, desenvolveu-se em Luanda um extremamente grande sector informal, criando os mecanismos de sobrevivência para uma grande parte dos habitantes que têm poucos conhecimentos e baixo nível de educação”, esclarece o relatório.

    Um dos exemplos de um musseque de indivíduos pobres apontado é o município do Cazenga que, segundo os estudiosos, alberga a maioria dos pobres urbanos e uma parte deles vive com menos de 1 dólar por dia.

    Quanto às desigualdades raciais e de classe, as principais conclusões da análise preliminar indicam que ainda é aplicada a contínua prática da assimilação e discriminação conforme concebidas pelos poderes coloniais, com denominação e distinção entre variações de cor ou raças mistas (branco puro, cabrito, mestiço, mestiço escuro e claro, cafuso, negro escuro e fulo) ainda facilitam e desempenham um papel no acesso à educação, empregos e recursos.

    Critica também o facto de a discriminação e a desigualdade não serem denunciadas, mas comentadas como uma questão de destaque tanto para os que representam a minoria (mestiços e brancos ou grupos étnicos como bakongos, cokwe, san) e os que representam a maioria (negros e grupos étnicos como mbundus e ovimbundus).

    Realça-se que grupos minoritários como os sans sofrem uma profunda discriminação ao nível racial e económico, porque alguns vivem mesmo em condições de quase escravatura, como consequência da progressiva ocupação do seu espaço e da inviabilização do seu modo de vida de caçadores-recolectores.

     

     

    ( por Jornal o Pais)

    partilhar. Facebook Twitter Pinterest O LinkedIn Tumblr WhatsApp E-mail
    Artigo AnteriorAngelina Sales Colunista da Platina Line é destaque no jornal de Angola
    Próximo Artigo O rapper angolano "PM" Apresenta "Positivismo"
    Rosa De Sousa

    Relacionados Posts

    JAHMEK CONTEMPORARY ART, participa na feira de arte, Art Dubai 2022

    15 de Março, 2022

    “Entre Monstros e Homens” está em exibição na Galeria Banco Económico

    21 de Abril, 2021

    David Dombele e amigos desenvolvem projecto cultural Africoult J.D

    12 de Março, 2021

    Expo Tour “Contemplação e o Renascer” homenageia a mulher africana e marca o regresso de Etona

    24 de Julho, 2020
    Deixe Uma Resposta Cancelar Resposta

    Platina Line
    As nossas escolhas

    “A desistência não foi por vontade própria”, revela Mateus Oficial, o ‘Herói’

    6 de Fevereiro, 2026

    Plutónio revela o significado da tatuagem do número 33 no rosto

    6 de Fevereiro, 2026

    Gerilson Insrael diz ter investido cerca de 14 milhões de kwanzas na compra de um microfone

    6 de Fevereiro, 2026

    Conheça Erika Aires, a nova Ministra da Educação de Angola

    6 de Fevereiro, 2026
    • Facebook
    • Instagram
    • YouTube
    Mundo
    * Mundo

    Trump agradece a Corina Machado oferta de medalha do Nobel: “um gesto maravilhoso”

    Por Osvaldo16 de Janeiro, 20260

    O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a líder da oposição da Venezuela,…

    Líder da oposição da Venezuela, María Corina Machado, oferece medalha do Nobel a Trump

    16 de Janeiro, 2026

    Barbeiro africano chama atenção na internet ao cortar cabelo com ferramentas inusitadas: ferro de engomar, catanas e pás

    5 de Janeiro, 2026

    “Sinto até pena”, diz Xuxa ao negar pacto e rebater críticas antigas

    29 de Dezembro, 2025

    Subscrever as actualizações

    Receba as últimas notícias

    O Platina Line é um portal angolano dedicado a informação, educação e entretenimento. Ele oferece conteúdos sobre diversas áreas, incluindo cultura, música, moda, celebridades e novidades, com foco na língua portuguesa.

    O portal busca informar e entreter angolanos e outros interessados, com foco em notícias e entretenimento.

    Email: pauta@platinaline.com
    Call Center: 226 448 315

    Facebook Instagram YouTube
    Nossas escolhas

    “A desistência não foi por vontade própria”, revela Mateus Oficial, o ‘Herói’

    6 de Fevereiro, 2026

    Plutónio revela o significado da tatuagem do número 33 no rosto

    6 de Fevereiro, 2026

    Gerilson Insrael diz ter investido cerca de 14 milhões de kwanzas na compra de um microfone

    6 de Fevereiro, 2026
    Novos comentários
    • Vlatiniqui Lino em Shakira chora e manda indireta para Piqué em clipe após separação: ‘me deixou’
    • Delcio em Empresário Angolano aposta na produção nacional e na criação de empregos para os jovens
    • Marcos em LS & Republicano celebra 22 anos de existência com ofertas de vários prémios
    • Bocolo Daniel em Unji – DELL Angola dedica-se à importação e distribuição de produtos e serviços Dell
    © Todos os Direitos Reservados. Platina Line 2026
    • Desenvolvido Por :
    • Willsite

    Digite acima e pressione Enter para a pesquisa. Pressione Esc 'cancelar'.