Por: Nelma Inglês

Quando faltam poucos dias para terminar o mês da mulher, a nossa homenagem estende-se a mulher angolana frentista (abastecedora de combustível), que trabalha dia e noite para o seu sustento e ainda suporta as discriminações dos homens, e a escolhida de hoje chama-se Albina Mateus, tem 26 anos de idade, reside com os pais no Luanda Sul, em Luanda, é estudante e trabalha numa das bombas da Pumangol.

Tudo começou quando, durante alguns meses a procura de emprego, conseguiu encontrar um digno, isto em 2014, após ter passado por um teste de aptidão. Hoje, Albina é frentista a caminho de 4 anos e fala da sua experiência com satisfação. “Lidar com o público não é fácil, mas o segredo é não se deixar levar. Trabalho por necessidade e porque gosto do que faço”, disse a frentista, que nunca pensou em desistir, mesmo depois de ter passado por várias situações discriminatórias, inclusive certo dia, um dos clientes perguntou-lhe se não havia algo melhor para fazer que não fosse abastecer carros.

Das 24 horas do dia, Albina divide o seu tempo para o trabalho, os estudos e também aos caprichos de mulher. Quando não está nas vestes de frentista, não dispensa uma maquilhagem, salto alto, nem mesmo uma saída com as amigas e o namorado.

No final, Albina deixou uma mensagem aos homens que defendem que as mulheres não devem exercer determinadas funções. “Aos homens que acham que só eles podem desempenhar determinadas funções, que deixem de pensar como tal, porque é um pensamento egoísta e ignorante, o nosso país já está desenvolvido e não precisa de pessoas egoístas”.