Entrevista Exclusiva Dji Tafinha

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Dji Carvalho Junior, 23 anos de idade, natural da Lunda Norte, músico e produtor; ostenta um enorme talento musical e lírico, líder do Grupo Motim e da Produtora Freakshino, também é o primeiro angolano a liderar o top 10 MTV Portugal com hit KO. Dji Tafinha é o mais novo componente da produtora Army Music, também pertence à Editora L.S Produções.
Siga a entrevista com exclusividade.
latina: Como e quando começou o seu interesse pela música, e em particular o hip hop?
Dji Tafinha: Sou apaixonado pela música desde que nasci, e pelo hip hop desde 98 ou 99 por aí.
R.P: Tem algum histórico de músicos na família?
D.T: Não, sou o primeiro.
R.P: Músico, cantor, produtor e compositor considera-se um artista completo por todas características que fizemos referência?
D.T: Sim.
R.P: Considera a música Bombástico como o seu grande impulso para luzes da ribalta no mercado angolano e porquê?
D.T: Posso dizer que sim, porque foi a música que fez com que muitas pessoas notassem a minha existência dentro da music hall em Angola.
R.P: No mercado fonográfico tem três obras discográficas de grande sucesso, pode contar-nos um pouco sobre a história desses três álbuns, visto que todas elas foram com editoras diferentes.
D.T: Noites em branco, para o tipo de vida que tinha e levava, a Mad Tapes era o lugar ideal para lançar o álbum devido à vibe (estilo) que o álbum em si tinha, também preto no branco a evolução musical onde o artista sempre exprime o que o artista sente, vê e vive nas suas músicas. Era uma nova temporada com um novo som, (risos) e não estava a sair de um rapper somente, mas a caminho de tornar-se um músico. A LS produções é a editora na qual faço parte até agora, Hardcore foi um álbum que tentei misturar um pouco dos dois álbuns que já havia lançado, estava num estado de espírito meio dividido, mas sempre sóbrio, não quis fazer uma super campanha do mesmo apenas saciar a sede artística, mas fui surpreendido pela recepção do público em geral, com os tops na MTV Portugal e mesmo a aderência do público angolano e não só, os fãs que cantavam os sons como “Ela só da Bandeira” , cantaram o K.O com a mesma satisfação. Acerca das produtoras, neste momento eu sou Freakshino/Army music mas no que diz respeita a editora permaneço com a LS Produções.
R.P: Referiu-se ao sucesso que teve em Portugal e não somente, como esteve o seu ego quando viu a sua música a liderando o top 20 da MTV Portugal?
D.T: Senti-me super bem, por que foi o tão almejado alvo, mas não tão cedo.
R.P: É um rapper e produtor de destaque no “music hall” do hip-hop nacional, como MC destaco habilidades como lírica, dicção e flow, como produtor temos grandes referências de Beats (instrumentais) produzidos por Tafinha , considera-se melhor no microfone ou no computador ao produzir?
D.T: Foi algo não esperado, honestamente não sei (risos) depende do meu estado de espírito.
R.P: O Dji Tafinha em sua nova música diz que “Eu Sou Mau“, que os artistas para vender carecem de pessoas e ainda ignoram-nas pensando serem reis. Considera os rappers angolanos arrogantes e mal educados?
D.T: É relativo, existem artistas e rappers que são de facto.
R.P: Gostaria de exemplificar?
D.T: Prefiro não mencionar, mas as pessoas no fundo sabem, (risos).
R.P: Ainda na mesma música diz somente respeitar o Yanick, B-26 e Army, e que só enxerga falhas nos demais, poderia mencionar cinco rappers nos quais só vê falhas?
D.T: Hum… bem, já falei daqueles que eu acho que estão a mover palhas… os demais só falhas, acho desnecessário mencionar alguém.
R.P: “Vão acabar Mobília” essa frase para os Zona 5, existe algum  “beef” entre vocês ou com algum elemento do grupo?
D.T: Não existe “beef“, apenas não acho bonito para uma rapariga ser mobília de uma discoteca, por isso disse: meu “kota” prende mesmo a tua filha , para que não venha a tornar-se mobília como os outros, até porque o termo mobília, já existia antes da Zona 5 lançar a música, mobília do club.
R.P: E o Dji não teme que eles encarem isso como uma música concebida para eles?
D.T: Não, nem pensar, nem eles e nem a ninguém.
R.P: Como está o hip hop em Angola, vivo ou morto?
D.T: hum… O hip hop está em coma porque é pouco notório o HIP HOP no verdadeiro sentido da palavra, só vejo rappers.
R.P: Quem você considera pior do momento?
D.T: Sinceramente não sei… Existem muitos álbuns que só vejo na vitrine, porém não sei quando foram publicados e muito menos se são bons.
R.P: Agora tem se falado muito no circulo de hip hop nacional sobre o “beef” acha um mal necessário?
D.T: Até certo ponto sim… Mas também acho que muitos chateam-se com as opiniões pessoais de alguns, coisa que acho desnecessária por exemplo, há quem acha-me palhaço por lançar dois álbuns em um ano, contudo é apenas uma opinião, o que conta é quem faz melhor, no ponto de vista dos consumidores.
R.P: Vários artistas nossos já foram publicamente tachados como sem personalidade, sendo considerados meras cópias de celebridades do showbiz americano. Você acredita que isso acontece frequentemente no nosso mercado? Se sim, achas ser este o grande motivo para a não valorização dos nossos artistas?
D.T: Até certo ponto, sim.
R.P: O substancial crescimento das vendas de CDs, expressa o aumento do poder aquisitivo dos fãs ou o aumento da qualidade dos nossos artistas?
D.T: Expressa as duas coisas.
R.P: Se porventura entrasse neste momento por aquela porta, alguém que lhe tivesse feito muito mal como reagiria?
D.T: Depende do mal.
R.P: Achas que a humildade é para pessoas burras e servis?
D.T: Não.
R.P: Viagem inesquecível?
D.T: Lisboa – Portugal.
R.P: Um restaurante ?
D.T: Frango no Churrasco.
R.P: O que faz em seus tempos livres?
D.T: Assisto filmes.
R.P: Marca de perfume que usa?
D.T: XS.
R.P: Comida preferida?
D.T: Funge de carne seca.
R.P: Sua maior Virtude?
D.T: Ser bom companheiro.
R.P: Seus Sonhos?
D.T: Ser feliz.
R.P: Seus Medos.
D.T: Ter medo.
R.P: Como é o seu temperamento?
D.T: Sou calmo e brincalhão.
R.P: Namorada?
D.T: Tenho.
R.P: Gostaria de conhecer algum lugar especial?
D.T: New York.
R.P: O que gostaria de aprender?
D.T: A ser mais paciente.
R.P: O que gostaria de ensinar?
D.T: A ser directo.
R.P: Na tua opinião, qual seria a solução para um mundo melhor?
D.T: Humildade e honestidade.
R.P: Se te fossem concedidos três desejos, quais seriam? 
D.T: Que findassem as guerras, e existisse menos inveja e mais trabalho.
R.P: Uma Frase.
D.T: Os outros são apenas outros, quando só nos trazem outros comentários desagradáveis.
R.P: O que achou do projecto Revista Platina?
D.T: Estão de parabéns “brother”, pelo projecto e permaneçam assim, vocês têm tudo para andar. Força!

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