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    Estádio da Cidadela vai beneficiar de obras de reabilitação

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    O estádio da cidadela, que por diversas vezes esteve à beira da demolição, vai beneficiar de obras de reabilitação e passará para uma gestão privada ainda este ano.

    Em declarações à Angop, na quarta-feira, o chefe de departamento para as infraestruturas do ministério da juventude e desportos (MINJUD), Moisés Cabenda, afirmou que um estudo do laboratório de engenharia de angola indicou que o imóvel é recuperável.

    Referiu que os dados demonstram que o primeiro anel do mítico espaço está intacto, ao contrário do segundo que carece de uma rigorosa reabilitação, sem, no entanto, adiantar datas exactas para um concurso público e início das obras.

     

    A recuperação dos estádios e pavilhões oficiais do país e passagem à gestão privada é um programa do governo, por via do MINJUD, isso numa altura em que a maior parte enfrenta problemas de manutenção e de gestão.

     

    Localizado no distrito urbano do rangel, o imóvel, com capacidade para 60 mil espectadores, foi interditado há mais de uma década pela confederação africana de futebol (CAF), devido à degradação, fundamentalmente de algumas placas de betão no segundo anel.

     

    Inaugurado em 1972, ainda na era colonial, o recinto tem servido apenas para treinos ocasionais para algumas selecções de formação e de equipas que jogam no campeonato nacional de futebol “Girabola”, com destaque para o progresso Sambizanga e Kabuscorp do Palanca.

     

    Reinaugurado a 10 de dezembro de 1981, por ocasião dos extintos jogos dos países da áfrica central, a infraestrutura já sofreu inúmeras obras de melhoramento, mas hoje as condições não oferecem segurança aos espectadores.

     

    Recentemente, a CAF interditou os estádios 11 de novembro, em luanda (aprovado provisoriamente após segunda inspecção), chiazi, em cabinda, Ombaka, em Benguela, e Tundavala, na Huíla.

    Estes recintos, construídos para albergar o campeonato africano das nações, em 2010, estão interditados para jogos internacionais até que se cumpram com as orientações de melhorias em diversos sectores, como relva, bancadas, balneários, elevadores, entre outros.

    Serão igualmente reabilitados os pavilhões acácias rubras (benguela), osvaldo Serra Van-dúnem (Huambo), palanca negra gigante (Malanje), welwitschia mirabilis (Namibe), e os multiusos da cidadela e do kilamba (luanda).

     

    Recorde-se que, em abril de 2021, o presidente da república, João Lourenço, mostrou-se preocupado com o estado de degradação de algumas infraestruturas construídas pelo estado e sugeriu reabilitação e uma gestão que as rentabilize.

     

    O chefe do executivo entende ser responsabilidade do estado construir, mas depois disso tem de se encontrar outra entidade capaz de gerir e render receitas que sustentem o próprio desporto.

    Fonte: Jornal de Angola

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