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    Um Conto Popular

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    Um dia desses numa aldeia, o Rato sai aflito de casa e vai queixar-se aos seus amigos: Meteram uma ratoeira dentro de casa, por favor me ajudem, senão terei que sair de casa. Naquele instante, todos os animais ao seu redor começaram a assobiar, até o Jacaré.

    Boi, com aquela voz estrondosa, foi o primeiro a dizer já um: Num brinca cô vida oh Rato. Eu “mbora” não tenho nada haver com o assunto, porque nunca, nem sequer pisei na calçada do “cúbico” principal, quanto mais entrar. O Porco disse: Eu até para não me levarem dentro de casa passo o dia todo na lama. E a Galinha resume dizendo que ninguém vai poder ajudá-lo (Rato) porque de todos os presentes ninguém tem acesso a casa senão ele; por isso o problema é dele.

    O Jacaré e o Macaco após uma sessão de gargalhadas, aproveitando-se do humor na desgraça alheia voltam para o meio do mato, já que o Jacaré disse que isso era “maka” para quem tem boca grande e por isso ele e o Macaco tinham que “bazar” e deixar os outros resolver.

    Na mata o assunto só era esse. Até chamaram a Galinha, fofoqueira de raiz, ninguém contava uma desgraça melhor do que ela. Foram gargalhadas e mais gargalhadas a noite toda.

    No dia seguinte, enquanto o Ratotoda sua família abandonavam a casa, a Sogra do Senhorio chegava em casa (esse kota mandava azar, sai um problema [o rato], e entra já outro [a sogra]). 
    Nessa madrugada ouve-se a ratoeira a disparar, a Sogra rapidamente vai até o local da ratoeira, sem acender nem um candeeiro sequer e após uns segundos… Lá estava a Sogra aos berros. Ela havia sido picada por uma cobra que foi a vítima da ratoeira.Vamos Lá Ser Sinceros, tudo se fez mas a cobra morreu imediatamente, pois a Sogra apesar de cair desmaiada era mais venenosa.

    Dias se passam e as pessoas começam a chegar, pois os rumores eram de que a mais-velha já tinha tratado toda a papelada para partir para o céu. Então, o Senhorio se vê obrigado a sacrificar um dos seus animais para poder alimentar os presentes. “O”, ou se preferir, “a” escolhida foi a Galinha. Coitada, a grande boqueira partira e por isso ninguém mais teria acesso às informações quentes que só ela trazia na velocidade de um cacarejo.
    Para o Senhorio, tudo parecia mais uma celebração, ele nunca escondeu que para ele, sogra é que nem mandioca é sempre boa debaixo da terra, fora dela muitas vezes é dura ou muito farinhenta.

    Mas voltando a estória, os dias passam e a Sogra, a grande Sogra acaba por falecer. E para sustentar os familiares que apareceram assim que a notícia se espalhou, o Porco que estava chateado por terem matado a Galinha por causa duma ratoeira, é o sacrificado do dia.

    Como a carne do Porco não foi suficiente, tiveram mesmo que matar o Boi no dia seguinte para o óbito “correr bem”, se é que tal coisa existe.

    No meio dessa confusão estava o Pássaro, que lá de cima analisava e se perguntava: Será que isso tudo teria acontecido se ao menos alguém ajudasse o Rato? Afinal de contas, o problema do teu amigo por mais absurdo que seja… Nem teve mais tempo de acabar o pensamento pois foi alvejado no peito por um caçador que também estava no óbito.

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    A Bombar

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