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Luanda prova mais de 340 vinhos portugueses

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A Grande Prova dos Vinhos de Portugal em Luanda vai ter lugar a 28 de Junho, no HCTA – Hotel de Convenções de Talatona, entre as 17h e as 22h. Os profissionais do sector convidados vão poder experimentar o melhor dos vinhos portugueses, numa prova que se tornou tradição e que já é um dos eventos mais esperados do ano.

Em antecipação à Grande Prova Anual realizam-se três formações, em linha com a contribuição que os Vinhos de Portugal têm procurado dar ao conhecimento e qualidade dos sectores da Grande Distribuição e Retalho em Angola. Entre 26 e 28 de junho os super e hipermercados Candando, Maxi e Mega CC vão ter manhãs de formação guiadas por Luís Lopes, director da revista da especialidade, Vinho Grandes Escolhas.

Com uma excelente aceitação junto do mercado Angolano e internacional, os vinhos portugueses têm assinalado um crescimento significativo e um sustentado aumento de vendas em valor. Dos mais de 267 mil litros importados por Angola em 2017, mais de 75 mil litros são vinhos portugueses.

“Com base nos dados de 2016 e as exportações de 2017, estamos certos que Portugal ocupa o primeiro lugar na escolha dos angolanos, com uma quota entre os 70% e os 75%, seguindo-se a Espanha com 8% a 10% e a França com cerca de 5% a 6%”, explica Jorge Monteiro, Presidente da ViniPortugal.

Com base em dados disponíveis, o vinho representa cerca de 30% do mercado de bebidas alcoólicas em Angola. O seu consumo está porém muito concentrado em Luanda. Para um consumo per capita entre 12 e 13 litros, Luanda apresenta um valor de 25 litros, ou seja, o dobro da média nacional. Em 97% do consumo de Angola assenta em vinho seco (ou vinho de mesa) dos quais 85% são tintos.

Neste período de instabilidade de mercado, os Vinhos de Portugal acreditam no crescimento e potencial deste sector em Angola, procurando assegurar e manter a sua quota de mercado. “Portugal é o país do qual Angola importa mais vinho, sendo por isso estratégico para os Vinhos de Portugal fortalecer a sua imagem de liderança com eventos como a Grande Prova Anual, impactando os líderes de opinião do mercado e reforçando a educação junto do trade”, afirma Jorge Monteiro.

As exportações de vinho português para Angola continuam a evoluir de forma positiva. Depois das acentuadas quedas verificadas em 2015 e 2016, 2017 apresentou-se como um ano de inversão da tendência fechando com uma taxa de crescimento de 40% no valor exportado, embora ainda muito longe dos valores exportados em 2014. Por país de origem os principais concorrentes de Portugal são, por ordem decrescente de quota a Espanha, França, África do Sul e Itália.

Helder Pedrohttp://www.afacc16.org
HÉLDER PEDRO, DE COBRADOR DE TÁXI A PROMESSA DA TV NACIONAL Há alguns meses que a televisão nacional ganhou um novo rosto. Hélder Pedro é o “platinado” que todos os sábados apresenta o mais recente programa de televisão sobre o jet7 angolano, no canal Jango Magic, da operadora DStv. A voz naturalmente colocada e a dicção não deixam margem para dúvidas de que a vocação radiofónica está-lhe no ADN. Apesar de ter optado por estudar Ciências Físicas e Biológicas no ensino médio, Hélder era apelidado pelos colegas de o “Bartolomeu da sala”, numa clara comparação a Ernesto Bartolomeu, famoso apresentador do telejornal da TPA 1. Várias foram as vezes que o jovem ouviu dizer que estava a perder-se no curso errado, porque “tinha um grande potencial para o jornalismo”, disse em entrevista à BANTUMEN. Num teste às suas capacidades, em 2008, decidiu criar a Rádio One, onde o seu quarto era o estúdio e os vizinhos a audiência. Uma coluna no terraço e estava criada a primeira rádio a ser emitida no município de Cacuaco. “Tudo o que eu falasse, as pessoas que viviam nos arredores da casa ouviam. O programa da Rádio One começava às 18 horas e tinha como convidados os meus irmãos e primo. O projecto surge com o intuito de entreter as noites da nossa vizinhança, uma vez que havia muita bandidagem no bairro e a zona era muito silenciosa.” Mas antes de chegar às televisões do país através do semanal “Platinando”, as curvas e contra-curvas da vida de Hélder levaram-no a ser pedreiro, cobrador de táxi, taxista e segurança num quintal do pai. Mas a perseverança está-lhe impressa no caracter. Em 2012, o “Bartolomeu da sala” conseguiu chegar à redação da Platina Line, através do pai que conhecia um dos funcionários da empresa. “Por ser bom e talentoso, passei no casting. Comecei como repórter, passei de seguida a fazer o programa de rádio na Kairós e fui promovido mais tarde para apresentador de TV, fazendo até hoje o programa “Platinando” com a minha colega Rosa de Sousa.” Um ano mais tarde, a responsabilidade do jovem trabalhador-estudante tornou-se demasiado pesada e foi necessário optar entre as várias actividades que desenvolvia ao mesmo tempo. “Estudava na Utanga do Capolo, fazia o curso de Electrónica e Telecomunicações e era difícil conciliar os estudos, serviço de táxi “não personalizado” e a Platina Line. Larguei o táxi e os estudos por falta de apoio, pois nessa altura o meu pai já não tinha condições para sustentar os meus estudos. E eu que sempre pensei que ser estudante universitário fosse um mar de rosas e que fosse principalmente fácil pagar as propinas, enganei-me!” Depois de dois anos dedicados à comunicação, Hélder decide voltar a estudar e é actualmente aluno da Universidade Independente de Angola, no curso de Ciências da Comunicação. Numa breve análise à liberdade de expressão dos meios de comunicação nacionais, Hélder Pedro diz que a “Platina Line veio revolucionar a comunicação social em Angola, em particular o mundo do entretenimento. Mas, como infelizmente a nossa sociedade ainda não tem uma mente tão aberta neste campo, encaramos certas informações como abusos contra identidade, o que impossibilita a liberdade de comunicação e muitas vezes de expressão. Como resultado, muitos jornalistas, comunicólogos e não só, vêem-se na obrigação de omitirem determinadas informações”, explica. Entre o online e a TV não consegue designar um preferido e garante que as duas categorias têm as suas vantagens. No entanto, os seus objectivos centram-se em chegar à cadeira de pivô de telejornal e, quem sabe, ser o sucessor do ídolo Ernesto Bartolomeu.
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