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    Yango dinamiza pequenos negócios de transportes em Luanda

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    A entrada em circulação da Yango nas ruas de Luanda está a impulsionar o crescimento de pequenos negócios de transporte locais, que actuam como intermediários entre a plataforma e os motoristas. A criação de parcerias com o tecido empresarial dos países onde está presente é parte essencial do modelo de negócios da Yango. Angola não é excepção.

    Na capital angolana, o mercado de transporte privado está a pisar o acelerador. A 28 de Abril deste ano, a Yango, aplicação da empresa holandesa Yandex, aumentou a oferta neste sector, com um serviço que prometia revolucionar a mobilidade urbana em Luanda.

    Com várias novidades em carteira, preços mais baixos para os utilizadores, uma aplicação com mapas próprios, opções de partilha de viagens, viagens multi-destinos, entre outras, a Yango marcou desde o início a sua estratégia de expansão, criando uma rede de parcerias. Em Maio, em entrevista ao Economia & Finanças, Adeniyi Adebayo, Director da Yango para África, explicava que a plataforma não trabalha directamente com os motoristas, mas “com pequenas empresas de transporte locais”, responsáveis por recrutar e gerir a carteira dos taxistas. “Para que um motorista trabalhe na Yango e ganhe as comissões devidas, deve primeiro contactar os parceiros”, reforçou.

    Segundo Adeniyi Adebayo, este modelo tem trazido inúmeras vantagens aos países onde a Yango actua. “Apoiamos as empresas pequenas na expansão dos seus negócios, partilhando a nossa tecnologia e ajudando-os a crescer; na verdade, crescemos juntos”, sublinhava. Dois meses depois de começar as operações em Luanda, a Yango replica e reforça a mesma estratégia no nosso país. Segundo Ivan Mugimbo, Director-Geral desta plataforma em Angola, em entrevista ao jornal Mercado, “actualmente a Yango trabalha com oito parceiros locais, totalizando quase dois mil motoristas”.
    Uma destas empresas parceiras é a 1NC – 1 Novo Começo, cuja directora, Ludmila Afonso, é uma entusiasta da nova aplicação de transporte privado. Em Abril deste ano, conta a este semanário, recebeu um contacto da embaixada da Zâmbia que lhe despertou a curiosidade. “Explicaram-me o que era a Yango e como funciona. Pensei imediatamente que se tivéssemos um sistema de transporte privado deste calibre em Angola, seria muito bom, porque ajudaria a organizar este sector”, confessa.

    Decidiu arriscar. Mudou radicalmente o objecto do negócio da 1NC, de comércio geral para a área de transportes privados, e dedicou-se em exclusivo à Yango. “Foi uma verdadeira revolução para a empresa, mas não foi difícil tomar a decisão”, admite Ludmila Afonso, a quem lhe chamou de imediato à atenção a tecnologia da plataforma, que “permite detectar se os motoristas estão a usar a ferramenta de forma adequada ou estão, por exemplo, a cometer fraude”.

    Se a informação em tempo real é “uma óptima ferramenta de controlo para os empresários que têm motoristas a seu cargo e estabelecem parcerias com a Yango”, também o é o preço cobrado por corrida, opina. “Para a tecnologia que tem, os preços teriam que ser muito mais altos, mas a orientação da empresa vai no sentido contrário e oferece as melhores tarifas do mercado. Ao contrário do que muitos podem pensar, esta estratégia, em vez de cortar no lucro dos motoristas e dos parceiros, acaba por incentivar o crescimento de negócio, e todos saímos a ganhar”.
    Um negócio que “vale a pena”
    Empresas parceiras da Yango, como a 1NC de Ludmila Afonso, são essenciais na dinâmica do negócio, já que são quem gere a carteira de motoristas que trabalham com a aplicação. São também quem reparte os lucros das corridas entre todos. O esquema de negócio assenta numa comissão de 13% sobre o total arrecadado pelos motoristas. Deste valor, 10% vai para a Yango, e 3% fica com os parceiros. O restante vai para os bolsos dos taxistas, que têm ainda direito a um bónus diário de 30 mil e 100 kwanzas sempre que atingirem a meta de 14 corridas por dia estabelecida pela plataforma.
    Se à primeira vista os 3% que tocam aos parceiros pode não parecer muito, na prática “compensam e muito”, garante Ludmila Afonso. “Para ganhar essa percentagem, apenas tenho que ajudar os motoristas quando têm alguma dúvida e orientá-los pontualmente”, explica. “Vale a pena ganhar 3% quando praticamente não tenho que fazer nada e quando há motoristas a ganhar 1 milhão de kwanzas por mês? Claro que sim!”, exclama. O negócio “é tão apelativo”, diz, que abre novas possibilidades. “Imaginemos agora que, para além desses 3% que ganho com os meus motoristas, decido ter os meus próprios carros e ficar com quase 90% do valor das corridas. Vale a pena? Sim, vale a pena!”, repete.
    Enquanto não avança para esta nova etapa do negócio, Ludmila Afonso continua a reforçar a sua carteira de motoristas, o coração do negócio. A estratégia de recrutamento, definiu-a desde que abraçou o projecto, em Abril deste ano. “O segredo é a proximidade”, afirma. “Vou para as ruas, sento-me fora dos shoppings, falo com os motoristas que por ali passam e pergunto se conhecem alguém interessado em trabalhar com a Yango”, enuncia. Sem perder tempo, lança o isco. “Queres fazer mais de 1 milhão de kwanzas por mês? Queres ser milionário?” pergunta-lhes. “Não há ninguém que diga que não”, ri-se.
    Na hora de explicar como tal é possível (“muitos acham que é bom demais para ser verdade”), a directora de 1NC mostra aos “incrédulos” um perfil real de “motoristas que ganham muito dinheiro com a aplicação” e explica o esquema de bónus da Yango. “Digo-lhes que ficam com o dinheiro que os clientes lhes pagam pelas corridas, que nesse dinheiro ninguém mexe e que, quando receberem o bónus que lhes pago a cada segunda, quarta e sexta-feira vão mesmo acreditar que é verdade e vão gritar de felicidade”, diz, com um sorriso de quem sabe do que fala. “Só lhes peço que experimentem uma semana, sem compromisso, e que se quiserem continuar, perfeito; se não, tudo bem também”.
    Para “os que querem continuar”, a equipa da 1NC ajuda então “a entender como usar a aplicação, sem correr o risco de cometer erros que possam ser detectados como fraude”. “Isto é um ponto importante, e os motoristas só têm que tirar 10 ou 15 minutos por dia”, indica.
    Esta relação de proximidade de Ludmila Afonso com os motoristas que recruta, e que a Yango incentiva como forma de assegurar o que chama de “nível comunitário de segurança”, tem dado frutos. Actualmente, a 1NC é uma das principais parceiras da plataforma em Angola, com 400 taxistas. Mas a empresária quer “mais, muitos mais”, até porque “a demanda do serviço é muito grande” e “há que continuar a trabalhar”.
    De pedra e cal nesta parceria, Ludmila Afonso assegura que, para além de acreditar no modelo de negócio da Yango, move-a a certeza de que “projectos como este ajudam-nos a organizar o país”. “Esta plataforma representa muito mais que transporte urbano. Vai ajudar a melhorar a vida de muita gente”, acredita. E dá um exemplo: “Uma pessoa que trabalha na minha casa, que antes não podia andar neste tipo de transporte por causa das tarifas, agora só usa a Yango. Ela já não tem que andar a empurrar-se nas paragens de táxi nem a correr o risco de ser assaltada ou de chegar a casa às 22 ou 23 horas. Até já está à procura de outras senhoras que queiram partilhar com ela as viagens.” “Os preços desta aplicação”, continua, “já não obrigam as pessoas a escolher entre comer e transportar-se. Vai ver que quando descobrir este serviço, até a zungueira vai andar de táxi particular!”. “Pela oportunidade de negócio e pelo que representa para a nossa sociedade, eu estou na Yango para ficar!”, garante a directora da 1NC.

    Osvaldo
    Osvaldo
    Editor da Platina Line
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