Livro do filósofo fabiano de abreu passa a integrar a biblioteca da...

Livro do filósofo fabiano de abreu passa a integrar a biblioteca da universidade de Coimbra.

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A tradicional universidade européia, fundada em 1290, inclui no seu catálogo de livros de filosofia a obra “Viver pode não ser tão ruim”, do filósofo luso-brasileiro Fabiano de Abreu.

A filosofia é uma ciência humana muito antiga, mas sempre presente no contexto das nossas sociedades, em todas as épocas. Nem só de nomes de pensadores gregos da antiguidade clássica como Platão e Aristóteles ou, já na era moderna, Nietzche e Foucault, vive a filosofia. Há mais. Novos nomes, como Leandro Karnal, Luis Pondé e Fabiano de Abreu estão despontando mundo afora, em bom português, e mostrando que a filosofia não morreu, e que a necessidade do seu estudo está bem acima do preconceito de alguns que acreditam que estudar filosofia é inútil em nossos dias.

Fabiano tem todos os motivos para estar feliz. Uma das mais tradicionais universidades do mundo, a Universidade de Coimbra, fundada em 1290, acaba de incluir na bibliografia do seu renomado curso de filosofia o livro “Viver Pode Não Ser Tão Ruim”, do escritor luso-brasileiro. O livro está disponível na BGUC (Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra), para todos os alunos: ”O que eu poderia dizer sobre isso? Não precisava de mais nada em minha vida. Conheço a história desta universidade e conheci ao longo da vida muitos brasileiros que dedicaram parte de suas vidas para conseguir serem aprovados nesta universidade. Aqui encontram-se grandes intelectuais de todo mundo. Nas ruelas à caminhar, até a zona da biblioteca, deparei-me com pessoas de todas as nacionalidades. Aqui é o berço da cultura universitária, o recanto dos intelectuais, e dos estudantes dedicados. O que mais eu poderia ter, do que saber que algumas dessas pessoas estarão a ler meu livro.”

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De acordo com o diretor adjunto da Biblioteca de Coimbra, Maia do Amaral, todos os cursos até 1794 tinham em sua grade como obrigatórios o curso de filosofia. Todas as demais ciências tomavam como ponto de partida a filosofia em seus estudos, sendo esta considerada assim a mãe de todas as outras. Fabiano defende a tese para o Brasil de tornar parte da grade curricular escolar a filosofia, e baseia-se na experiência européia: “Quando o senhor Maia do Amaral confirmou-me que todos os alunos tinham que estudar filosofia como base para seus demais estudos, senti-me feliz em perceber que a tese que defendo, de que todos deveriam ter filosofia nas escolas, é uma realidade que já acontecia na Europa desde a época medieval. A filosofia é a busca da razão, é a busca do sentido da vida, e isso implica caráter, comportamento e em muitas outras qualidades que desenvolvem o ser-humano. As crianças e jovens do Brasil precisam de mais filosofia em suas vidas.”

Fabiano mudou-se em definitivo para o Velho Continente há pouco. Levou para lá, como fruto de suas observações da vida no Brasil, lições e posicionamentos relevantes que estão sendo valorados e reconhecidos em Portugal como de utilidade pública. Assim, Fabiano desponta como um dos novos nomes da filosofia contemporânea, com uma retórica que mistura a cultura brasileira e a européia, em uma busca comum a ambos: procurar entender as coisas da vida.

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