Os Melhores e Piores Àlbuns Angolanos de 2011

Os Melhores e Piores Àlbuns Angolanos de 2011

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Não se deve julgar um livro pela capa certo , mas e um disco? Muitos  também diriam que não, pois concordam em uníssono que deve-se julgar pelo conteúdo. 2011 foi sem dúvida um ano de lançamentos medianos no mercado musical angolano e por este motivo a Platina-Line, pediu auxílio aos seus leitores para juntos escolher os 5 Melhores  álbuns que mais fizeram sucesso no corrente ano. Porém, como o mundo da música não é só um mar de rosas, tomamos igualmente a liberdade de escolher os piores e incluir neste mesmo Top. Para essa lista o Critério foram  os  Àlbuns que sairam no periodo  de Outubro de 2010 á Outubro de 2011. 

 

 

Os 5 Melhores

 

 


1)Afrikkanitha  Ainda Sonho

O sonho é uma experiência que possuí significados distintos se for ampliado um debate que envolva religião, ciência e cultura. Para a Ciência, é uma experiência de imaginação do inconsciente durante nosso período de sono. Recentemente, descobriu-se que até os bebês no útero têm sono REM (movimentos rápidos dos olhos) e sonham embora  não se saiba exactamente com o quê. Em diversas tradições culturais e religiosas o sonho aparece revestido de poderes premonitórios ou até mesmo de uma expansão da consciência.

 

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Pois então… Quem conhece à história discografica de Afrikkanitha desde os tempos dos N Sex Love sabe que a sonoridade dela ,  foi sempre impressionante. Mas, foi depois de diversas incursões no quem te a ver com ritmos musicais que finalmente Afrikkanitha, encontrou-se  no Jazz. Intitulado Ainda Sonho, o novo álbum é um tanto diferente do primeiro, todavia a comparação entre os dois é inevitavel, mas de uma coisa temos a certeza. Quem ouviu o primeiro e gostou ao ouvir o segundo poderá dizer que a bela Moça, esposa de Simmons  atingiu a maturidade e que inclusive chegou bem perto da perfeição.

 

Sem mais delongas até porque já foi tudo dito, para a Platina-Line, Ainda Sonho,  é obviamente o melhor álbum de 2011. O Jazz «experimental»,  acessível para todos os públicos, é conveniente tanto para aqueles que buscam um som mais «comercial» como para quem busca por um som mais clássico ou adulto.

 

2-Titica: Chão

 



Como já foi dito por vários críticos musicais, apesar dos pesares, a Titica é um dos únicos kuduristas que actualmente faz kuduro no verdadeiro sentido da palavra. Desprendendo-se dos preconceitos ainda existentes e da dança que introduziu-lhe ao mercado do kuduro, Titíca juntou-se ao famoso Dj D-Victor e juntos prepararam uma obra repleta de surpresas. Com esta obra, a cantora vem paulatinamente ganhando o respeito do publico angolano. Ela é além de kudurista uma grande artista e isso pode ser também devido ao facto da mesma ter como mentora a cantora Ary( notável pelo look) que por acaso foi uma das artistas convidadas para colaborar musicalmente neste álbum. De momento, três músicas do álbum da cantora já são sucesso nacionais: o estrondoso chão, olha o boneco e kussedepole.

Se Titíca veio para ficar só o tempo dirá mas que sem dúvida ela foi uma das cantoras que mais marcou  o nosso mercado musical, levando o estilo kuduro novamente ao patamar internacional, isso é indiscutível.

 

3- Cfkappa : Um em é um Milhão

 


O  álbum, é um LP o que agrada bastante. Para quem acha que o Cfkappa dá um show em forma de rimas, acertou. Ele é um jovem-rapaz que define a palavra talento. Além de poeta, há quem diga que ele é o nosso common Sense.  O álbum possuí várias faixas sólidas,  o que surpreende bastante; dentre estas: Anos Depois Você Decide; lembranças marca presença com batidas sóbrias e rimas conscientes (até certo ponto, óbvio). A mentira do vosso amor part 2, eu Preciso e Circo abordam assuntos relevantes a nossa sociedade.

 

Analisando a progressão do  álbum: o trabalho em si merece aplausos.Há quem diga que a capa do Álbum, e a arte do mesmo deixam a desejar, mas devemos avaliar pelo conteúdo e não pelo pacote. As produções do álbum estão a nível internacional, não decepcionam, e encaixam-se perfeitamente com às rimas e flows do rapper e seus convidados. CFKappa provou ser o rapper mais promissor da nova escola e com toda autoridade pode-se dizer que este CD é Um em Milhão.

 

 

 

4- Jeff Brown: Ondaka

 

 


Ondaka que no nosso dialecto (umbundo) significa, palavra é estranhamente o disco mais surpreendente de 2011. Tudo nele soa primórdioso.

 

Muito se fala da fórmula ideal para o sucesso e várias são às teorias. Entretanto,  a bola da vez é a fórmula para a ressurreição de carreiras dadas como mortas.

Com o fim do Grupo SSP a carreira daquele que é considerado um dos mais criativos da «banda», vivenciou altos e baixos. Por exemplo: Apesar do fracasso do primeiro álbum a solo, brilhou como apresentador do Tchilar mas ausentou-se do programa  para refletir, e beber de vários músicos em busca da receita ideal para  o álbum certo.

Ondaka na verdade parece ser um lançamento  sem compromissos, sem intenções de conquistar grande audiência nas rádios mas sim os verdadeiros amantes de boa musica .

Com isso o resultado foi à fórmula perfeita para limpar qualquer tipo de resquício negativo da imagem rapper e de maus álbuns. É importante realçar aqui a coragem de Jeff, em assumir um estilo totalmente diferente do rap com que habituou os seus fãs.

Jeff transmitiu através do álbum suas raízes africanas que mantêm marcas fortes em sua vida, para falar a verdade o álbum tem como tema principal, à sua cultura, sua origem. A música é uma mistura da kwassa, raggae, afro house, semba e soul music com o sucesso da música pop, os ritmos da batida pegam facilmente e a emoção é muito intensa; a interpretação é animada, cômica, e interessante… é simplesmente contagiante!

Por isso para nós a definição mais sensata para Ondaka seria: Fantástico!

 

 

5- “Zona 5 Impressões Digitais

 


 

Impressões Digitais dos Zona 5 veio com muita expectativa depois de vários impasses de lançamento. Felizmente quando finalmente chegou não decepcionou, foi muito bem produzido, e com um óptimo conteúdo lírico. Os Meninos ABD, Obie, Fabious, G.M e Bruno AG conseguiram superar-se sendo que o álbum  tinha como tarefa impossível, ser melhor que a obra anterior “caixa de sonhos”.

Sem mais argumentos o álbum resume-se em: belos Beatz , com óptimas rimas e uma vibe Moderna, Main Stream, com algumas passagens pela «old school». Vale salientar que não é qualquer um que consegue superar um  álbum anterior bem sucedido. Sem dúvidas, às mais de 15 mil cópias foram bem vendidas.

 

 

 

 

 

 

Os 5 Piores álbuns

 

Fiel Didi: Coisas de Paixão

 

Ele é o exemplo de que, quando temos poder e algum dinheiro achamos que podemos fazer tudo, inclusive gravar um CD apesar da falta de talento e vender para publico. O resultado nestes casos é um disco pobre em todos sentidos. Coisa de Paixão, é um álbum, que uma vez comprado após ouvi-lo o destino é seguramente o  caixote de lixo.Só que infelizmente ele não é o único que traz-nos álbuns sem nexo, sem estrutura musical, paupérrimo em linhas melódicas, ritmo, mensagem,   e outros elementos que fazem  uma boa musica. Assim como ele 2012 trará um camião   de fardos; de muitos que não respeitam os ouvidos do publico consumidor.  E se a LS aceita gravar discos como cantores deste género em detrimento de cantores talentosos que não têm meios para lançar, então a nossa musica terá como  destino o fiasco…

 

 

Palavras das palavras:  Bigú Ferreira

Ele bem que tentou fazer um bom álbum, reunindo-se com os melhores na tentativa de fazer algo que agrade, sobretudo devido a herança pesada que carregava dos NSex Love, e dos 02. Pois é, isso pesou e pesou muito, porque o resultado foi um álbum, desestruturado, produção mediana, e  sem um linha melódica clara. Estamos a falar, daqueles álbuns que  quando colocamos para tocar, não conseguimos parar em uma só música e o botão next(próximo) é constante.

 

 

Cage One: Angolan Young Hero


Ele é um dos maiores nomes da atualidade se assim podemos dizer do Rap  mainstream ou Comercial como também é conhecido. Dentre os seus maiores  hits, consta “tal puto tal kota” e “queres me romper”, que dominaram os charts nacionais de hip hop e fizeram com que seu debut-album “Fenix” tivesse uma grande aceitação no mercado Angolano . Se por um lado o sucesso do jovem Cage era inquestionável, por outro, sua personalidade forçada e postura de lil’ Wayne, (famoso Rapper Americano) e suas skin Jeans  , deixavam no ar a possibilidade de um iminente e previsível curto prazo de validade no mercado.

 

 


Facto é que, mesmo com alguns pontos negativos enquanto artista ou celebridade e a  falta de identidade,  o angolano tem conseguido manter-se com estabilidade no concorrido e imperdoável cenário mainstream atual. Seu LP “Angola Young Hero l” consegue sobreviver a um mercado mundial,  que cada vez mais apela para o «descartável».

 


Angola Young Hero é o segundo Álbum do Cage one, Com músicas abafadas, muitos autotunes e com batidas que poderiam ser melhor aproveitadas. Os vocais limitados, o autotune muito carente, lírica pouco relevante, a sonoridade atroz, algumas parcerias insossas, somando  a  elementos apelativos e a produção sofrível não poderiam terminar de forma menos  harmônica. O álbum mostra-se confuso pela diversidade de ritmos não muito usual para quem opta pelo estilo Hip Hop. Mais tal facto justifica-se pelos comentários feitos pelo Próprio Cage One no Miami Beach, onde ele dizia que fará o que publico quer, “se querem kizomba eu canto Kizomba, se quiserem house eu canto house” Toda a segurança de Cage pode-se resumir a um único e irônico termo: “insegurança” e o  “medo de não dar certo”.

 

 

 


Cage poderia salvar o álbum Angolan Young Hero se tivesse selecionado apenas; Angola young herolean back,Mulheres,Tirem pictures;Coisa mais gira;Swagger;Tipo de rapper;Street LifeO rap não morreu e talvez o Abusa de mim , e tudo para ter ao menos um 5 como nota. Se por um lado, Cage One não tem qualquer indício de «star quality» ou identidade própria, por outro, ele é um eficiente compositor de singles descartáveis e, desde o começo de 2010, tem sido o responsável por algumas das melhores colaboração do RnB e Hip Hop angolano. Nada mau para uma artista que busca emplacar na actualidade e precisa descobrir sua identidade para alcançar a longevidade artística.

 

 

 

Gizela Silva: Amor Veneno

Como cantora, talvez não se questione, mais ela é mais uma daquelas artistas que à sua produtora acha  que por ter uma música de sucesso hoje no mês seguinte deve-se lançar já o álbum, para iludir o publico, fazendo-nos acreditar que o CD tem muita coisa boa ou seja comprando boleia do sucesso actual.

 

Deste modo só se pode esperar um álbum desastroso e perdido para dizer o mínimo.   O álbum dispensa críticas pois ele fala por si só… Que fique aqui a mensagem, para a próxima que se concentrem mais na qualidade e não em gravar músicas para encher o disco  de modos a coincidir com o single que «está a bater».

 

Noite e Dia Álbum: Roleta Russa 

Noite e Dia, faz justiça ao seu nome, porque é incrível como esta artista consegue mudar da água para o vinho, da noite para o dia. O Kuduro ja é «descartável», mais ainda assim da para fazer coisas boas e interessantes, coisa que há muito tempo ela deixou de ser. avisamos aos fãs da noite dia quer uma musica de sucesso não Significa ter um bom Àlbúm,   Nessa Roleta Russa quem perdeu foi a Noite Dia…

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